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LED, OLED, Ó Lereide? 

Alfredo Augusto Tavares Gallinucci
É Engenheiro Eletrônico pós-graduado em Administração de Empresas, Gerente de Grandes Contas e Direitos Autorais da Microservice Tecnologia Digital

 

Aqueles que têm acompanhado nossa coluna já se depararam com algumas tecnologias descritas para os novos aparelhos de televisão, entretanto quando já estamos para tomar nossa decisão de (sacrificada) compra, eis que começamos a ver notícias e peças de marketing alardeando novos tipos de aparelhos... Ok, então para, respira fundo e vamos fazer um adendo à série anterior com as mais novas letrinhas do mercado – LED e OLED.            Apesar de ser retratada como uma nova tecnologia, a TV de LED é apenas uma melhoria na conhecida tecnologia LCD. Por isso, ao invés de novamente detalhá-la (se você perdeu, procure a edição 5), vou colocar de uma maneira bem simplificada – na parte de trás da matriz ativa de “pixels” a TV de LCD tradicional tem uma lâmpada fluorescente que ilumina os pontos coloridos, enquanto que a TV de LED tem a mesma estrutura apenas trocando a lâmpada por LEDs (Diodos emissores de Luz) brancos.
Se você não está familiarizado com os LEDs, é só dar uma olhada em praticamente todos os aparelhos elétricos à sua volta, desde aquela luzinha que fica piscando no seu celular, passando pela que acende quando você aperta uma tecla do seu controle remoto, a que mostra que a TV está ligada (ou em stand by), chegando ao letreiro de ônibus (que finalmente conseguimos ler de longe!). Lembro-me de meus primórdios na eletrônica quando os LEDs eram todos redondos e vermelhos. Desde então foram diminuindo, apareceram outras cores como verde e âmbar, ficaram bicolores, de vários formatos, até que enfim conseguiram fazer um LED branco. Não foi fácil chegar è emissão de luz branca, mas podem apostar que daqui em diante esta tecnologia será muitíssimo utilizada, por se tratar de uma fonte de alto rendimento, baixo consumo, baixo custo e alta durabilidade. Tanto é verdade que já tenho em meu jardim luminárias que a utilizam com funcionamento à luz solar.
Bem, voltando à TV, o uso dos LEDs como iluminação traseira possibilita a criação de estruturas muito mais finas que as dependentes de lâmpada (e já achávamos finas, hein?), com consumo menor de energia, vida útil maior, melhor velocidade de resposta – que ajuda nas cenas de movimento - e uma melhor homogeneidade de intensidade de luz em toda a tela. Por estas vantagens, acredito que em breve todas as LCDs migrarão para a tecnologia LED.
E aí temos uma letrinha que se mete na história e chegamos à tecnologia OLED (Diodo emissor de luz orgânico). Esta sim é uma revolução. Imagine, para simplificar a história, agora que cada “pixel”, ou ponto luminoso da tela, é formado por três minúsculos LEDs – um vermelho, um verde e um azul (RGB, lembram-se?). O próprio ponto é a fonte de luz, não dependendo de fontes externas.
Com isto, podem ser fabricadas telas incrivelmente finas, com alta definição de brilho e contraste e grande velocidade de resposta, mantendo ainda a característica de baixo consumo. Em termos de fabricação, são telas difíceis de serem produzidas, que estão começando nos pequenos formatos (podem ter certeza que serão dominantes em todos os novos celulares daqui em diante) – existem protótipos de TV de 11 polegadas - e gradualmente irão crescer. Mas já vimos exatamente este filme no caso das telas de LCD, e hoje elas já estão superando as dimensões das TVs de plasma. Um dos desafios da tecnologia é ter vida útil longa, uma vez que ainda há limitações que fazem com que haja degradação com o tempo.     Entretanto existem dois trunfos que fazem os laboratórios vibrar no desenvolvimento desta tecnologia – a flexibilidade das telas (que podem ser dobradas ou enroladas como folha de papel) e a possibilidade de criar telas que enquanto desligadas sejam transparentes, o que permitiria por exemplo que se pudesse assistir televisão direto de um espelho no banheiro ou mesmo do para-brisa do automóvel. Só vamos precisar lembrar de usá-la apenas quando estivermos parados, afinal se usar celular enquanto dirigimos já pode ser desastroso, imagine assistindo um jogo de futebol!