Home > Notícias e Imprensa
Lazer a Laser 

Alfredo Augusto Tavares Gallinucci
É Engenheiro Eletrônico pós-graduado em Administração de Empresas, Gerente de Grandes Contas e Direitos Autorais da Microservice Tecnologia Digital

 

Embora já tenhamos comentado sobre várias tecnologias para aparelhos de televisão, tais como LCD, Plasma, LED, OLED e DLP, neste mercado – assim como coração de mãe, sempre há espaço para mais uma... Vamos então falar um pouco sobre uma tecnologia que tem tudo para se tornar uma grande competidora neste segmento – a TV a Laser.

O laser é um feixe de luz de alta concentração, que permite ter uma área de foco pequeno e alta intensidade luminosa. Quanto maior a potência do feixe maior seu gasto de energia, maior o tamanho da unidade geradora e menor a sua durabilidade – podendo inclusive cortar chapas de aço. Ainda bem que na área de entretenimento doméstico usamos potências muito baixas e assim podemos ficar sentados em frente ao televisor sem perigo de participarmos interativamente de um episódio de guerra estelares.

Com certeza você se lembra daquele feixe de laser na cor verde que anima festas e eventos, fazendo desenhos e textos que ficam vibrando em paredes ou nas nuvens de fumaça dos efeitos especiais. Pois é, embora para os canhões usados nestas aplicações fosse uma das primeiras, esta cor foi a mais difícil de miniaturizar e só recentemente pudemos contar com ela em dispositivos de estado sólido. Se novamente olharmos a base da geração de imagens por dispositivos luminosos chegamos a três cores básicas – do inglês RGB (Vermelho, Verde e Azul), portanto só agora é que pudemos completar as fontes de Laser pequenas e duráveis o bastante para servir como geradoras de imagens.

Assim como nas TVs antigas de tubo em que o feixe de elétrons “varria” a tela acendendo os pequenos pontos de fósforo colorizados, no caso da TV a laser a tela é varrida pelos próprios feixes luminosos. Com isto já podemos destacar três grandes vantagens desta tecnologia:

 

1)      Preto total – quando o feixe é desligado o respectivo ponto da tela não mantêm nenhuma iluminação, ou seja, o nível de contraste é muito elevado em comparação com o Plasma (que utiliza pontos de fósforo) e com LCD (que mantém a iluminação traseira, seja por lâmpada ou LED). Além disto também não existe o efeito de “burn-in”, ou seja, imagens estáticas que acabam marcando a tela.

2)      Menor consumo de energia – os emissores de laser gastam muito menos energia que as lâmpadas ou plasma, onde grande parte da energia é perdida em forma de calor. Além disto não é necessário manter a iluminação em estado de “stand by”, podendo desligá-la e religá-la a qualquer tempo. Estima-se que estes televisores deverão consumir menos de um terço da energia dos atuais LCD e Plasma.

3)       Durabilidade – enquanto nas outras tecnologias a imagem vai se degradando com o passar do tempo, o laser deve manter a qualidade original até o fim da sua vida útil, que atualmente está estimada em torno de 50.000 horas.

 

Aliada a estas características, o maior trunfo segundo os desenvolvedores da tecnologia reside na capacidade de reprodução de cores da mesma. Enquanto as demais são capazes de reproduzir cerca de um terço das cores identificáveis pela maravilhosa invenção de Deus que é o olho humano, esta tecnologia promete entregar o dobro das cores (dois terços de toda a gama do espectro), podendo se comparar à qualidade de projeção de um filme em 35mm (cinema). Por evitar fenômenos como interposição, mistura e dissolução são obtidos também contornos muito mais nítidos.

Por sua resposta rápida, a imagem tende a ser muito menos sujeita a interferências, borrões e marcas de arrasto comuns em cenas de rápido movimento.

Desvantagens? Bem, em tempo que as TVs de LED encantam pela sua ínfima espessura, os seus 25,4 cm podem incomodar os mais ligados ao design.

E quando uma destas maravilhas pode estar em minha sala, você já deve estar se perguntando... no final de 2008 tivemos as primeiras aparições nas prateleiras especializadas do hemisfério norte, com painéis de 65 e 73 polegadas. Quanto ao preço, bem, toda nova tecnologia tem uma curva de custo a percorrer. Apesar de um tanto salgadas agora, estima-se que pelas suas características de produção e com a escala crescente de produção possam vir a ter custos que cheguem à metade das suas rivais em LCD e Plasma em menos de 4 anos... para nós consumidores uma boa notícia, se não para a compra imediata, para a próxima troca de nosso querido instrumento de laser, quer dizer... lazer!