Alfredo Augusto Tavares Gallinucci
É engenheiro eletrônico pós-graduado em Administração de Empresas, Gerente de Grandes Contas e Direitos Autorais da Microservice Tecnologia Digital.
De repente você vai visitar o seu cunhado e dá de cara com uma TV enorme, novinha, fininha, e reluzente, que mais parece uma obra de arte pendurada na parede da sala... aí o duro é agüentar aquela demonstração de superioridade do distinto desfilando seu vernáculo a respeito de já estar no mundo da alta-definição e de como você está ultrapassado!
Seu ego ferido, então, resolve dar uma voltinha pelas lojas para ter uma idéia apenas, lógico, do tamanho das tamancas do cunhado. E aí você se surpreende com a diversidade de tipos, tecnologias e, como não poderia deixar de ser... de preços!
Ao chegar em casa você senta diante de sua velha amiga de 29 polegadas(que quando você comprou – e nem faz tanto tempo-era o “top” em matéria de TV) e assiste o ministro discorrer sobre as vantagens da TV digital e da alta-definição.
Pois é amigo, está na hora de reavaliar esta sua janela para o mundo.
Eu me lembro de quando meu pai comprou um sistema de som de alta fidelidade... tinha um senhor toca discos (de vinil,para os mais jovens se situarem) com braço automático que corria na horizontal e com uma luzinha azul no painel que era show... mas, sinceramente, não me lembro de menos chiados ou estalos com relação aos aparelhos 3 em 1, populares na época. E o que dizer do tape então, quantas vezes limpando o cabeçote com um cotonete encharcado de álcool ou utilizando desmagnetizadores... Já quando vi o primeiro aparelho de CD em uma feira de (UD), percebi que havia uma nova forma de ouvir música, não apenas a tecnologia evoluiu, mas a qualidade superior era facilmente perceptível.
Esta foi a mesma sensação quando o DVD substituiu o VHS, com sua imagem e som absurdamente melhores (e nem precisava mais rebobinar, que maravilha!).
Mas até aí havia uma questão que facilitava a introdução destas tecnologias – você comprava o aparelho e o conectava, via de regra, nos outros que já possuía (TV, aparelho de som, etc.), aproveitando de imediato a qualidade superior.
Agora, parece que a coisa está mais complicada, e se você não tomar um pouco de cuidado com o que pretende ter em sua sala nos próximos anos, pode ser que acabe comprando gato por lebre, ou carregando um mico bem gordo nas costas!
Por enquanto, gostaria de deixar uma mensagem: Não importa o quanto você ficou impressionado com a TV do seu cunhado, alta-definição é um conceito relativo, e não uma medida absoluta.
A TV Digital é de alta-definição em relação à anterior analógica assim como as TVs de Plasma e LCD em relação às de tubo. Mas só os modelos Full HD é que conseguem apresentar a alta-definição dos novos discos Blu-ray. É como se comprássemos as diversas câmeras fotográficas digitais existentes no mercado, desde a pobre resolução VGA (que nem consegue uma boa impressão no padrão 10x15) até aquelas com dezenas de Megapixels (que permitem excelente impressão de pôsteres ou banners).
E, ainda no exemplo das câmeras, quantas vezes não acabamos escolhendo pelo design, peso, tamanho do visor (telinha), zoom, memória, espessura, etc., uma vez que para nosso uso prático não precisamos d todo o potencial de resolução delas...
Nosso objetivo aqui é ir desvendando os mistérios por trás da sopa de letrinhas tecnológica, fornecendo subsídios para que você possa escolher a alta-definição que melhor corresponda à sua expectativa, desejo e bolso...
Até nosso próximo encontro!