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Qual a melhor tv para mim? 

Alfredo Augusto Tavares Gallinucci
É engenheiro eletrônico pós-graduado em Administração de Empresas, Gerente de Grandes Contas e Direitos Autorais da Microservice Tecnologia Digital.
 


Nosso especialista em alta-definição ajuda você a escolher sua nova televisão. Neste mês: TVs de LCD -
Parte 1.


A complicação de escolher um TV de Alta-definição adequado passa, após nossa discussão passada sobre o tamanho da tela, sobre a tecnologia empregada no aparelho. Ultimamente estamos vendo notícias sobre novas tecnologias animadoras, como DLP, OLED e LASER, dentre outras, mas a briga nas prateleiras do nosso mundinho real se divide em duas frentes – LCD e PLASMA.
As duas, embora tão parecidas por fora, têm princípios de funcionamento muito diferentes, o que lhes atribui características próprias que devem ser pesadas para uma opção de compra.
Vamos falar um pouco das TVs de LCD (tela de cristal líquido) – sem confundir a sigla, como já ouvi por aí, com LSD... afinal nenhum de nós quer ver a família doidona na sala... O cristal líquido, por mais ambíguo que possa parecer o conceito (afinal sempre imaginamos um cristal como sendo algo duro como pedra), é a base de muitos mostradores digitais que nos cercam aos montes, do nosso relógio de pulso ao forno de microondas, passando pelas calculadoras e odômetros automobilísticos.
A base do funcionamento reside em uma característica física dos cristais líquidos, que podem ter sua estrutura molecular reordenada, realinhada ou mesmo “torcida” ao ser submetida à temperatura ou à corrente elétrica. Quando sofre esta alteração, o cristal fica alinhado de modo a não deixar que a luz passe através dele. Assim, podemos controlar pequenos pedaços de cristal de modo a funcionarem como obturadores, sendo que a diferença básica entre um relógio de pulso e a tela de TV (deixando de lado as questões de tamanho e definição) é que no relógio você vê ou não o fundo reflexivo – resultando em apenas 2 cores – e na tela existe uma luz branca homogênea por trás (“backlight”) que será vista em graduações, os chamados tons de cinza, através de pontos de cores diferentes (RGB, lembram-se?). Isto permite que seja formado um amplo espectro de cor.
Esta é uma maneira bem simples de descrever o processo. Hoje as telas são formadas por uma matriz ativa de transistores de filme fino (TFTs) – basicamente minúsculos transistores de chaveamento e capacitores que são agrupados em uma matriz sobre o substrato de vidro. O trabalho destes elementos é o de rapidamente ligar e desligar os pontos de luz coloridos (pixels), sendo esta rapidez um dos grandes desafios que a indústria tem enfrentado. Afinal, esta tecnologia se desenvolveu amplamente no ambiente de informática - onde tipicamente as imagens são muito menos dinâmicas do que no vídeo - que demanda uma maior rapidez de resposta para que a imagem não fique borrada ou com efeito de “fantasma” ou arrasto.
Como esta matriz de transistores pode ter falhas nos mesmos (afinal estamos falando em mais de 6 milhões deles em uma TV Full HD), pontos mortos ou “emperrados” sempre existirão nas telas. Este fator ainda determina uma grande perda no processo de fabricação, onde a rejeição de telas acaba aumentando o custo de se conseguir uma tela “boa”, o que acaba refletindo no preço do produto final.
O tempo de vida destes televisores basicamente diz respeito à longetividade da fonte de luz traseira, que tende a se degradar e até mesmo descalibrar a temperatura das cores e embora esta possa ser substituída, esta manutenção ainda não se viabiliza em termos de custo – acaba sendo mais barato comprar um novo aparelho. Entretanto, com especificações que hoje estão por volta de 60.000 horas, teríamos mais de 20 anos com o uso normal de 8 horas por dia... até lá a maioria de nós provavelmente já trocou de aparelho por outras questões.

Algumas vantagens que a tecnologia LCD oferece são:

  • Baixo peso;
  • Intensidade de luz forte (por ter uma fonte interna), ou melhor definição de brilho – o que melhora sua visualização em salas bem iluminadas ou ambientes comerciais / públicos;
  • Baixo consumo de energia;
  • Menor geração de calor;
  • Não sujeita ao efeito de “burn-in” – as marcas que aparecem na tela, mesmo desligada, devido à fósforo queimado com imagens estáticas (ex: logo da transmissora);
  • Excelente para ser conectada à computadores e mesmo videogames – ótimos contraste de texto, geometria de imagem, nitidez e estabilidade;
  • Facilidade de transporte e instalação.

 

Na próxima edição avaliaremos também a tecnologia de Plasma – até lá!