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Qual a melhor TV para mim? Parte 2  

Alfredo Augusto Tavares Gallinucci
É engenheiro eletrônico pós-graduado em Administração de Empresas, Gerente de Grandes Contas e Direitos Autorais da Microservice Tecnologia Digital.
 
 

Em sua segunda abordagem sobre televisores, nosso especialista em alta-definição aborda as TVs de Plasma.
 
 

Normalmente a primeira coisa que nos vem à cabeça quando ouvimos a palavra Plasma é a parte líquida do sangue – que felizmente não tem nada a ver com a tecnologia usada nos televisores de alta definição. O plasma tem sido freqüentemente chamado de “quarto estado da matéria” (os outros três sendo sólido, líquido e gasoso) e estima-se que mais de 99% do universo visível seja constituído por ele.
Em um gás normalmente cada átomo contém um empate entre cargas positivas e negativas, portanto eletricamente “neutro”. Se introduzirmos muitos elétrons livres em um gás (aplicando uma voltagem através dele) este equilíbrio é perdido e os átomos se tornam íons, carregados positivamente. Quando uma quantidade suficiente de átomos é ionizada de modo a afetar significativamente as características elétricas do gás ele passa a ser plasma.
Ao utilizar pela primeira vez um monitor monocromático de plasma para mainframe, lá no início dos anos 90, tive a certeza de que estava diante de uma grande tecnologia, que felizmente evoluiu bem rápido para um bem de consumo como a TV.
Lembrando que os pixels da imagem são formados pelos três pontos coloridos (RGB), no televisor de plasma cada uma destas pequenas estruturas é composta de uma cavidade cheia de gases xenônio e neônio, “sanduichada” entre duas placas de vidro. Uma matriz de eletrodos liga as cavidades, pela frente e por trás. Para que o gás de uma célula em particular seja ionizado o processador escolhe e carrega os eletrodos que se cruzam na mesma. Este processo ocorre centenas de vezes em uma fração de segundo, carregando uma célula de cada vez. Quando carregados, uma corrente elétrica percorre o gás, fazendo-o liberar uma irradiação de fótons no espectro ultravioleta.
A partir deste ponto existe uma semelhança muito grande com as “velhas” TVs de tubo, pois cada cavidade é revestida com fósforo colorizado (que tem como característica emitir luz quando exposto a outra luz). Pode-se notar que de forma diferente dos LCDs este tipo de tela produz sua própria luz, dispensando assim a necessidade de iluminação externa ou traseira.
Entretanto esta construção apresenta algumas limitações, tais como a dificuldade em se produzir telas pequenas (por isso normalmente começam nas 42 polegadas), sua velocidade de resposta e a fragilidade do equipamento – o transporte, por exemplo, deve sempre ser feito na vertical. Caso seja deitada como uma mesa, o peso do vidro aliado a sua grande área e pequena espessura, pode trincá-lo danificando permanentemente o aparelho.
A característica mais negativa apontada nesta tecnologia é o chamado “burn in”, ou seja, devido ao uso de fósforo uma imagem que fique parada por muito tempo, tal como os logotipos de emissoras, tende a marcar a tela permanentemente. Os novos televisores, entretanto, possuem estratégias inteligentes para minimizar este efeito, mudando a posição da imagem, por exemplo.

Em comparação com as telas de LCD, podemos destacar para as plasma: 

Positivamente

- Disponibilidade de telas maiores (e o custo menor);

- Maior ângulo de visão (até 178º);

- Melhor tempo de resposta (melhor em cenas de movimento);

- Maior nível de brilho e contraste (preto mais profundo);

- Melhor acuracidade de cor e saturação;

- Melhor em ambientes de baixa luminosidade (ótimas para assistir à noite); 

Negativamente

- Mais espessas, mais pesadas, consomem mais energia e esquentam mais;

- Devido à fragilidade, melhor utilizar serviço profissional de transporte e instalação;

- Por fim, devido ao gás utilizado, em altitudes maiores que 2.000m a performance pode ser afetada. Portanto, se você estava planejando levar uma plasma nas costas em sua próxima subida no Kilimanjaro, talvez seja melhor reconsiderar... 

Até a próxima!